Voluntariado em Paraty

Em novembro de 2020, logo após pedir demissão, resolvi que precisava me conectar com a natureza e comigo mesma. Procurei algumas opções de voluntariado em São Paulo e no Rio de Janeiro pela Worldpackers e acabei aplicando para algumas vagas em Paraty. E eis que, no meu primeiro voluntariado no Brasil, optei por ficar um mês na Praia do Jabaquara, em uma pousada familiar, super calma e perfeita para recarregar as energias.

Praia do Jabaquara – Paraty

Como foi o voluntariado?

Tive uma experiência bem tranquila nestas semanas em Paraty. A pousada tinha apenas 3 quartos e costumava ficar cheia apenas nos finais de semana. Durante meu tempo por lá, auxiliei na manutenção e organização da casa, cortei grama pela primeira vez na vida, fiz café (algo que eu nunca faço, já que não bebo café), ajudava na limpeza e na recepção. No tempo livre, eu aproveitava para conhecer as praias mais próximas e nas minhas folgas ia para os lugares mais afastados. Além disso, a pousada ficava a 3 quadras da praia, possuía um ótimo café da manhã, quarto, cozinha e banheiro para voluntários (que totalizavam sempre no máximo 3 por vez). As instalações dos voluntários eram simples, mas atendiam todas as minhas necessidades.

Voluntariando em Paraty

E como foi o passeio?

Esta foi a primeira viagem que fiz totalmente sem roteiro, contando mais com as indicações de outros viajantes e moradores locais. E o que eu posso dizer a respeito? Deu bom!

Logo de cara fiz amizade com a Júlia, outra voluntária super gente boa que estava voluntariando pelo litoral do Rio e de São Paulo e me acompanhou em alguns rolês. Nestas minhas semanas em Paraty, pude conhecer vários lugares, pessoas, praias… fazer as coisas que gosto e ter momentos para simplesmente me conectar com a minha essência.

Ilha do Cedro – Paraty

Melhor passeio

Gente, o melhor passeio que eu fiz durante essa viagem aconteceu da forma mais aleatória possível. Eu e menina Júlia estávamos tomando uma cerveja na praia, quando uma moça apareceu vendendo brigadeiros com o discurso “me ajude a continuar pagando a minha viagem, a realização do meu sonho). É claro que ativamos o modo jornalista e enchemos a moça de perguntas. Ela também estava voluntariando em Paraty, por isso no fim das contas as meninas trocaram telefone e em menos de um dia rolou o convite. A moça conhecia uma pessoa que tinha um barco e nos levaria por um preço camarada para a praia de onde sai a trilha do Pico do Pão de Açúcar do Saco do Mamanguá. É claro que a gente topou!

A trilha é subida atrás de subida, mas com algumas pausas é super possível de fazer. Completamos em menos de uma hora, chegamos no topo escorrendo suor, mas todo o esforço valeu muito a pena. A vista do topo do Pico do Pão de Açúcar do Saco do Mamanguá é simplesmente uma das mais belas paisagens que já vi na vida!

A caminho da trilha
Pico do Pão de Açúcar – Saco do Mamanguá – RJ
O sorriso no rosto de quem subiu naquele topo!

Rolê mais furada

Não sei o que deu na minha cabeça que eu encasquetei com a ideia que queria conhecer Ilha Grande. Pensei em dormir lá uma noite, mas percebi que a logística de transporte não iria dar muito certo com os meus horários de voluntária, então decidi fazer aqueles passeios de escuna de um dia.

O perrengue começou ainda em Paraty. Quando eu cheguei na rodoviária descobri que os motoristas dos ônibus estavam em greve. Acabei pegando uma das vans alternativas (uma não… duas) e um ônibus para chegar no Cais de Santa Luzia em Angra dos Reis (local de onde saem os passeios de escuna). Eu acho que se não estivesse rolado a greve teria sido tudo mais tranquilo, mas… acontece.

Em questão de minutos embarquei na escuna e começou aquela música alta que durou todo o passeio. Acho que a gente vai ficando mais velha e um pouco mais “cri cri”. Poxa, um passeio por lugares tão lindos… seria uma experiência tão mais bacana poder contemplar a paisagem com um som mais baixo ou sem som algum para ouvir apenas os nossos pensamentos. Pode ser que você curta o sonzão e o agito, mas… eu pulo.

O dia estava meio nublado, então as paisagens não estavam daquele jeitinho que a gente vê no Google, o que também acaba gerando uma certa frustração a la “expectativa x realidade”. As coisas que mais me marcaram foram a beleza da Lagoa Azul e o lanche de linguiça que eu comi na nossa parada para almoço (a gordinha só quer lanchar rs).

Lagoa Azul (que fica verde em dias nublados)
Passeio de barco Ilha Grande

Praia mais bela

Olha, vou te dizer que a briga entre Ilha do Cedro e Ilha do Pelado é pesada, pois os dois lugares são lindos. Mas escolho a Ilha do Cedro, pois fui em um dia de semana, estava super vazia e por mais que eu tenha ficado pouco tempo foi muito bom. Na ilha do Pelado também tive uma conexão incrível com a natureza (ouvindo os animais, mar super calmo e quentinho). Lá também tem o famoso Pastel da Jac (eu ouvi falar “lanche”?)

Ilha do Cedro – Paraty
Ilha do Pelado – Paraty

Outros passeios

Também conheci Trindade (onde achei o mar mais bravo como na Praia do Meio e na Praia do Caichadaço). Lá também fiz trilha, amassei barro e curti um pouco da piscina do Caixa D’aço.

Piscina do Caixa D’aço
Trindade – RJ

Já em Paraty, conheci a praia do Cão Morto, Praia de São Gonçalo, Praia de São Gonçalinho, Prainha da Praia Grande e a Praia do Pontal.

Prainha – Paraty

Sobre as pessoas

Por uma semana trabalhei com um time bem legal de voluntárias que super rolou uma identificação, rolês, cervejas risadas e trocas. Mas também tiveram voluntárias, tanto no início quanto no final da minha experiência, que eu não tive muita afinidade. Mas, a vida é assim, não é mesmo? E no final das contas, minhas experiências positivas valeram bem mais dos que as negativas.

Cervejando em Paraty

Este foi o último voluntariado que eu fiz (escrevo este post em fevereiro de 2022). Nesta época, eu ainda não trabalhava como assistente virtual, por isso estou bem curiosa para saber como será conciliar voluntariado com trabalho remoto. Enquanto isso não acontece, no próximo post contarei um pouco mais sobre a minha primeira experiência viajando e trabalhando remoto por 1 mês em Caraguatatuba, litoral norte paulista.

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