Nomadismo digital – 1 mês em Caraguá

Para quem leu meu penúltimo post sobre “Nomadismo Digital: onde tudo começou” ou acompanha religiosamente minha vida pelos stories do Instagram, deve ter visto que ano passado fiz alguns pilotos relacionados à rotina de nômade digital. E a cidade escolhida para esta minha primeira experiência foi Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo.

Curtindo um solzin em Caraguá

Como fui?

Mesmo sem opções de ônibus direto partindo dos Alpes Mogianos, Caraguá é uma cidade de fácil acesso. Optei por utilizar vários tipos de transporte neste trecho, como ônibus tradicional (de Mogi a São José dos Campos e de São José dos Campos a Caraguá), Bla Bla Car (De Caragua para Mogi, de São José para Caraguá) e Buser (de Caraguá para São Paulo). Fiz estes vários testes, pois tive que retornar para Mogi no meio da viagem (por motivos de fui tomar vacina \o/).

Primeira experiência no Bla Bla Car

Não vou me estender muito neste tópico, mas quero lembrar que foi minha primeira vez utilizando o Bla Bla Car e foi bem ok (para quem não conhece, Bla Bla Car é aquele app de “carona paga” e costuma ser a opção mais barata de viagem). Tive uma primeira experiência bem tranquila, pois na hora de fazer a reserva eu li o feedback de outros passageiros, fiz o pagamento das viagens em dinheiro para os motoristas e tudo saiu dentro dos conformes. Minha experiência usando a Buser (segunda opção mais barata) desta vez foi um pouco chata, pois tivemos que trocar de carro no meio do caminho. Já minha experiência com os ônibus tradicionais foi apenas… tudo dentro da normalidade (e a opção mais cara da viagem).

Onde fiquei?

Desta vez, por conta das restrições da pandemia, resolvi me hospedar neste Airbnb muiiiito fofinho. Era uma suíte com frigobar e microondas, o que facilitou bastante pois eu mesma preparava as minhas refeições (com direito a arroz de microondas, saladas e proteínas prontas de mercado).

Meu lar em Caraguá

Além disso, o quarto tinha uma cama bem confortável, tv, uma escrivaninha para eu trabalhar com tranquilidade, internet rápida e que funcionou perfeitamente durante todos os dias da minha estada. A localização também era perfeita: próximo da praia, supermercados, bares, restaurantes, pontos de ônibus… zero defeitos. Para completar, por ser uma reserva de longa duração tive desconto e paguei um valor muito barato (menos de 30 reais a diária…). Mais barato que muito hostel, mais confortável e com mais privacidade.

Passeios

A vida do nômade digital é trabalho, mas com boas doses de lazer. Por isso, separei aqui alguns dos passeios que fiz durante esta minha tour.

Morro de Santo Antônio

Já falei que a localização do meu Airbnb era zero defeitos, certo? Para ajudar, eu estava há menos de 2 minutos do início da trilha do Morro de Santo Antônio. É uma subida bem íngreme, daquelas que você pensa “devagar eu chego lá” e realmente eu cheguei. Aproveitei para sair no início da manhã e foi ótimo, pois não sofri muito com o sol. Chegando no topo, ao lado da grande imagem de Santo Antônio, temos uma vista incrível da costa.

Vista do Morro de Santo Antônio em Caraguá

Para quem tem disposição (assim como eu tive), tem como encarar mais alguns minutos de caminhada até a Rampa de Voo livre. Ali você consegue aproveitar uma outra view e contemplar o outro lado da costa.

Aquela pausa para contemplar a paisagem

Mirante do Carvoeiro

Outro lugar bem pertinho do meu lar em Caraguá era o Mirante do Carvoeiro. Depois de uma subidinha tranquila você chega em outro ponto alto onde consegue avistar principalmente a parte da costa que passa pelo centro da cidade.

Mirante do Carvoeiro

Fui neste mirante 2 vezes: 1 no fim do dia e 1 no amanhecer para ver o nascer do sol. Mais um daqueles lugares para contemplar as belezas deste mundo e que eu super recomendo a visita.

Nascer do sol – Mirante do Carvoeiro

Praias da Cocanha e Mococa

Peguei um ônibus numa manhã de sábado e fui conhecer um pouco da Praia da Cocanha e Praia da Mococa, que ficam no lado norte de Caraguá. Escolhi estes lugares, pois tinha pesquisado e achado um passeio para a Ilha do Tamanduá que costuma partir destas 2 praias. Porém, como fui perto do inverno e fora de temporada, acabei não encontrando ninguém que fizesse o trajeto.

Parece a ponte do rio que cai e eu pensei que de fato ia cair – Praia da Mococa

Minha primeira parada foi na Mococa, praia pequena e com um encontro delicinha entre rio e mar.

Praia da Mococa

Depois foi hora de caminhar pela rodovia até a praia da Cocanha. Essa era mais extensa, mas o trecho que fui tinha um mar mais bravo (ouvi boatos que existe um lado onde o mar é bem calminho).

Praia da Cocanha

Trilha das 7 Praias em Ubatuba

Já que Caraguá fica do ladinho de Ubatuba e eu tinha cia na cidade vizinha, aproveitei para finalmente fazer a trilha das 7 Praias (digo finalmente, pois em 2017 fiz meu TCC do Curso de Guia de Turismo com um roteiro de 3 dias em Ubatuba o qual eu incluí essa trilha).

Trilha das 7 Praias

Era um dia ameno de outono, então eu não estava muito no clima de entrar no mar. Fizemos a trilha em menos de 3 horas, aproveitando este período para curtir a natureza, admirar as paisagens e fazer algumas fotos. Adorei conhecer as praias escondidas, mas um dos lugares que mais me marcou foi a vista linda do Pontão da Fortaleza.

Pontão da Fortaleza – Ubatuba

Além destes passeios, também curti uma manhã na Praia Martin de Sá, Mirante do Costão e Pedra da Freira. Já nas minhas corridinhas, fui até a Prainha sentido norte e até a Praia das Palmeiras no lado sul.

Pedra da Freira

E como foram os meus dias em Caraguá como nômade digital?

Aos poucos, criei uma rotina muito gostosa em Caraguá. Levantava antes das 6 para correr e todos os dias via um nascer do sol mais lindo que o outro. Voltava para casa, tomava aquele banho, tomava café, trabalhava, almoçava, trabalhava mais um pouco e depois ficava livre. No fim do dia, sempre era hora de ver o mar. Sentava, meditava, pensava na vida ou pensava em vários nadas.

Corrida Matinal
Nascer do sol em Caraguá – um dos meus pontos altos do dia

Nos finais de semana, aproveitava para fazer estes passeios mais distantes citados acima. E quando chovia, ou quando queria descansar eu simplesmente ouvia meu corpo, curtia a preguiça e aproveitava a viagem ao meu modo.

Parece que não, mas também fez frio

No final das contas, acredito que para uma primeira experiência trabalhando e viajando esta foi bastante positiva. Mesmo tendo que cumprir horários, é possível ter muitos momentos de descanso e descontração (que não teríamos se estivéssemos na nossa cidade). Na verdade, essa oportunidade de conhecer o novo e explorar o desconhecido acaba me dando um pouco mais de gás para concluir melhor minhas tarefas e aproveitar mais os meus dias.

Mais uma do meu cantinho em Caraguá

Depois de 4 semanas em Caraguá voltei para os Alpes Mogianos, mas no final do ano passei outras 4 semanas fora. Desta vez. o destino escolhido foi a Bahia. Mas esta história eu conto no próximo post.

2 comentários em “Nomadismo digital – 1 mês em Caraguá

  1. ocaminhodelarissa 24 de março de 2022 — 18:15

    Uma mulher verdadeiramente desbravadora! Parabéns!

    Curtir

    1. Somos desbravadoras, Larissa!!!! Gratidão!

      Curtido por 2 pessoas

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto:
search previous next tag category expand menu location phone mail time cart zoom edit close